Nova definição de insuficiência cardíaca 2026: por que a fração de ejeção não conta a história toda
- Dr Thiago Bandeca
- 2 de jul.
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A insuficiência cardíaca costuma ser associada a um único número do ecocardiograma: a fração de ejeção. O consenso AHA/ACC/ESC/WHF de 2026 reforça que essa visão é incompleta. O diagnóstico deve integrar sintomas, exame clínico, biomarcadores, imagem cardíaca e contexto do paciente.
O documento propõe uma linguagem mais padronizada para descrever quem está em risco, quem tem alterações silenciosas no coração e quem já apresenta insuficiência cardíaca sintomática. Também simplifica a classificação da fração de ejeção em três grupos principais: reduzida, preservada e melhorada.
A categoria de fração de ejeção melhorada é especialmente importante. Quando a FEVE melhora, isso pode indicar boa resposta clínica, mas não significa necessariamente cura. O consenso diferencia melhora, remissão e recuperação, reconhecendo que a evolução pode variar ao longo do tempo.
Outro ponto central é investigar a causa. Insuficiência cardíaca pode estar relacionada a doença coronariana, hipertensão, alterações valvares, arritmias, doenças infiltrativas, causas genéticas, metabólicas, infecciosas, inflamatórias, relacionadas à gestação ou doenças pulmonares.
A mensagem principal para pacientes é clara: insuficiência cardíaca não é apenas fração de ejeção. É uma síndrome dinâmica, com estágios, causas e trajetória clínica. Exames e sintomas precisam ser interpretados em conjunto, dentro de uma avaliação médica individualizada.
Fonte principal: Walsh MN et al. AHA/ACC/ESC/WHF Expert Consensus Document: Second Universal Definition of Heart Failure (2026). Circulation. DOI: 10.1161/CIR.0000000000001455.

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